sábado, 16 de outubro de 2010

Aniversário do nascimento de Oscar Wilde



Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin a 16 de Outubro de 1854. Filho de um médico e de uma escritora viveu intensamente em nome da Arte e pela Arte. "A Arte é a única coisa séria no mundo", dizia. Formou-se em Oxford, em Estudos Clássicos, tendo-se desde logo distinguido pela sua eloquência e excentricidade. Casou com Constance Lloyd, em 1884, de quem teve dois filhos. Seguido e idolatrado por uns, perseguido e incompreendido por outros, Wilde possuía um carácter complexo, sendo a imagem viva do paradoxo e da contradição. Provocante e mordaz, compassivo e generoso, passou a ser sinónimo de liberdade e tolerância acabando, por ironia do destino, vítima da intolerância dos tempos em que viveu, tendo sido julgado e condenado a uma pena de prisão de dois anos por ter sido acusado de manter uma relação homossexual com Lord Alfred Douglas. Morreu em Paris, a 30 de Novembro de 1900, despojado de tudo e de todos. Através da sua vida e obra — não se sabendo nunca onde acaba uma e começa a outra —, trava uma batalha contra a hipocrisia, a falsa moralidade e os costumes, expondo as desigualdades e as injustiças, questionando as atitudes e as convenções, acabando por perder na vida, pelo sofrimento e humilhação a que esteve sujeito, e ganhar na obra, pelo legado que deixou. As suas obras constituem uma verdadeira caricatura social e política, parodiando, através de personagens que se traduzem em estereótipos perfeitos, e do cunho subversivo de uma linguagem única que embora grácil e espirituosa se revela profundamente mordaz e incisiva, a aparente austeridade moral da sociedade vitoriana, cujos valores denuncia ao retratá-los, como ninguém, de forma ridícula, absurda e ultrapassada. É preciso ser-se moderno, reclamava. Wilde pretendia uma reflexão. O fin-de-siècle pedia-o: questionar a sociedade, apontar as idiossincrasias, denunciar as exclusões, aceitar as diferenças. E é com mestria que Oscar Wilde o faz através de uma obra tão vasta quanto diversa, impondo-se como um grande criador nos géneros lírico, narrativo e dramático.







Uma Mulher Sem Importância
Oscar Wilde
Ática | Teatro
120 pp
14 €

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